Celebrar também é um ato político. Foi com esse espírito que a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) realizou, no último dia 25 de julho, a Feijuca da Rede, um encontro marcado pela celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e pelo fortalecimento da atuação da entidade.
Além da celebração, a Feijuca da Rede teve como objetivo arrecadar recursos para a manutenção das atividades da RMN-PR, mostrando que a sustentabilidade da organização também é construída por meio do compromisso coletivo de mulheres, aliados e apoiadores que acreditam na luta antirracista e na construção do bem viver.
Ao longo do dia, a celebração foi embalada por músicas entoadas por: Janine Mathias, Samba Mainha, Mulheres na Roda de Samba e Samba do Cassin, que, com suas apresentações, deram ritmo, energia e afeto à celebração da existência das mulheres negras.
A RMN-PR agradece profundamente a cada artista que compartilhou seu talento e sua presença, permanecendo durante todo o evento, tornando o 25 de Julho ainda mais significativo.
O sucesso da Feijuca da Rede também foi resultado do trabalho coletivo realizado nos bastidores. Um agradecimento especial à Sandra Silva, responsável pela preparação da feijoada, que acolheu todas as pessoas presentes com um almoço preparado com dedicação e carinho.
A Rede também reconhece o empenho da sua equipe e das associadas que contribuíram em todas as etapas da organização — limpando, organizando o espaço, realizando compras, preparando alimentos, costurando, realizando transporte e auxiliando no atendimento durante o evento —, além das aliadas e aliados que colaboraram com equipamentos, produtos, mobilização e apoio para que a celebração acontecesse.
Outro importante parceiro foi a Escola de Samba Leões da Mocidade, que cedeu o espaço para a realização da Feijuca. A RMN-PR agradece, em especial, a Seu Wilson Paulino, pela acolhida, disponibilidade e compromisso em seguir fortalecendo a luta das mulheres negras.
Em um país onde a população negra, especialmente as mulheres, ainda enfrenta profundas desigualdades, encontros como este demonstram que a organização coletiva, a cultura e a solidariedade continuam sendo ferramentas fundamentais para construir uma sociedade mais justa. Celebrar o 25 de Julho é fortalecer a memória, reconhecer a trajetória das mulheres negras que abriram caminhos e renovar o compromisso com aquelas que seguem transformando realidades todos os dias.
A Rede de Mulheres Negras do Paraná agradece a todas as pessoas que participaram, contribuíram e acreditam nessa caminhada. Sem a força do coletivo, esse encontro não seria possível. Seguimos juntas, fortalecendo a Rede, celebrando nossas histórias e construindo caminhos de reparação, justiça e bem viver.
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