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Samba Miudinho reúne cerca de 150 pessoas em celebração ao Dia das Crianças

Samba Miudinho reúne cerca de 150 pessoas em celebração ao Dia das Crianças

No dia 10 de outubro, a Sociedade Operária 13 de Maio, no Centro de Curitiba, recebeu mais de 160 pessoas para o Samba Miudinho, iniciativa da Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR) em celebração ao Dia das Crianças. A atividade transformou o espaço, que é histórico e simbólico para a cultura negra, em um lugar de brincadeiras e encontros entre diferentes gerações. 

Pensada especialmente para as crianças e suas famílias, a programação contou com a apresentação da companhia de teatro Girolê e as rodas de samba do Cassin e do Samba Mainha. Entre arte, música e diversão, a tarde promoveu o contato com manifestações culturais negras e fortaleceu os vínculos familiares. 

O Samba Miudinho também aproximou novas pessoas da RMN-PR. Muitas das famílias presentes ainda não frequentavam as atividades da Rede, tornando a iniciativa uma oportunidade de ampliar o diálogo com a comunidade e compartilhar experiências de afeto, cultura e pertencimento. 

Para as mães e responsáveis, a atividade representou a possibilidade de proporcionar às crianças um dia de lazer e aproveitar o tempo juntos. Em meio às responsabilidades cotidianas e aos desafios de criar os filhos, especialmente sem uma rede de apoio suficiente, o acesso gratuito a atividades culturais faz diferença na construção de experiências positivas para toda a família. 

Mariah, que acompanhou o filho Bento, destacou a importância da iniciativa e o acolhimento oferecido pela Rede: 

“Foi uma oportunidade de se reunir com as amigas e com as crianças, e viver isso juntos. Eu estou bastante feliz e agradeço a Rede pela oportunidade e por acolher mulheres que estão aí com seus filhos e travando grandes batalhas no dia a dia, mas tiveram esse momento de celebração. Viva as crianças que são as sementes do nosso país”. 

O Samba Miudinho ressaltou a importância de cultivar, desde a infância, o contato com a cultura negra, suas expressões artísticas e seus espaços de memória e resistência. A celebração mostrou que garantir o direito à infância também é criar memórias, fortalecer vínculos e construir o sentimento de pertencimento.  

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